terça-feira, 12 de agosto de 2008

With a Little Help From My Friends - The Beatles



Com Uma Pequena Ajuda De Meus Amigos

O que você pensaria se eu cantasse desafinado
Você se levantaria e sairia em mim ?
Me empreste suas orelhas e eu cantarei uma canção para você
E eu tentarei não cantar fora de tom

Oh, consigo com uma pequena ajuda de meus amigos
Eu me levanto com uma pequena ajuda de meus amigos
Tentarei com uma pequena ajuda de meus amigos

O que eu faço quando meu amor está longe
Te preocupa estar só?
Como eu me sinto ao final do dia?
Você está triste porque você está sozinho
Não, eu consigo com uma pequena ajuda de meus amigos
Eu me levanto
com uma pequena ajuda de meus amigos
Tentarei com uma pequena ajuda de meus amigos

Você precisa de alguém?
Eu preciso de alguém para amar
Pode ser qualquer pessoa?
Eu quero alguém para amar

Você acredita em amor à primeira vista?
Sim, tenho certeza que isto acontece toda hora
O que vê você quando apaga a luz?
Eu não posso te contar mas eu sei que é meu

Oh, consigo com uma pequena ajuda de meus amigos
Eu me levanto com uma pequena ajuda de meus amigos
Tentarei com uma pequena ajuda de meus amigos

Você precisa de alguém?
Eu preciso de alguém para amar
Pode ser qualquer um?
Eu quero alguém para amar
Oh, consigo com uma pequena ajuda de meus amigos
Eu me ponho alto com uma pequena ajuda de meus amigos
Tentarei com uma pequena ajuda de meus amigos
Sim eu consigo com uma pequena ajuda de meus amigos
Com uma pequena ajuda de meus amigos

Essa é a tradução da música dos Beatles, que na voz de Joe Cocker, foi parar na abertura de Anos incríveis. Seriado o qual acredito ser um dos melhores já feito.

Aqui em baixo deixo um link pra quem quiser baixar o clipe dessa música cnatada peo Joe Cocker, está em AVI com uma qualidade excelente de Áudio e Imagem.

http://www.4shared.com/file/58794150/c937999a/WALHFMF.html

sexta-feira, 8 de agosto de 2008


Numa luta de gregos e troianos
Por Helena, a mulher de Menelau
Conta a história de um cavalo de pau
Terminava uma guerra de dez anos
Menelau, o maior dos espartanos
Venceu Páris, o grande sedutor
Humilhando a família de Heitor
Em defesa da honra caprichosa
Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor

Alexandre figura desumana
Fundador da famosa Alexandria
Conquistava na Grécia e destruía
Quase toda a população Tebana
A beleza atrativa de Roxana
Dominava o maior conquistador
E depois de vencê-la, o vencedor
Entregou-se à pagã mais que formosa
Mulher nova bonita e carinhosa
Faz um homem gemer sem sentir dor

A mulher tem na face dois brilhantes
Condutores fiéis do seu destino
Quem não ama o sorriso feminino
Desconhece a poesia de Cervantes
A bravura dos grandes navegantes
Enfrentando a procela em seu furor
Se não fosse a mulher mimosa flor
A história seria mentirosa
Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor

Virgulino Ferreira, o Lampião
Bandoleiro das selvas nordestinas
Sem temer a perigo nem ruínas
Foi o rei do cangaço no sertão
Mas um dia sentiu no coração
O feitiço atrativo do amor
A mulata da terra do condor
Dominava uma fera perigosa
Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor

Por mais interessante que possa parecer, o cara que escreveu isso deve ser muito nerd, e muito bom tb, pra poder "casar" esses dois temas assim...
Faz pouco tempo que passei a ouvir as músicas do Zé Ramalho, e fico abismado com as letras. Uma complexidade simples em cada frase...

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Por onde Andei - Nando Reis


Desculpe
Estou um pouco atrasado
Mas espero que ainda dê tempo
De dizer que andei
Errado e eu entendo

As suas queixas tão justificáveis
E a falta que eu fiz nessa semana
Coisas que pareceriam óbvias
Até pra uma criança

Por onde andei?
Enquanto você me procurava
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava...

Amor eu sinto a sua falta
E a falta
É a morte da esperança
Como um dia
Que roubaram o seu carro
Deixou uma lembrança

Que a vida é mesmo
Coisa muito frágil
Uma bobagem
Uma irrelevância
Diante da eternidade
Do amor de quem se ama

Por onde andei?
Enquanto você me procurava
E o que eu te dei
Foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava...

Amor eu sinto a sua falta
E a falta
É a morte da esperança
Como um dia
Que roubaram o seu carro
Deixou uma lembrança

Que a vida é mesmo coisa
Muito frágil
Uma bobagem
Uma irrelevância
Diante da eternidade
Do amor de quem se ama

Por onde andei?
Enquanto você me procurava
E o que eu te dei
Foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava

Por onde andei?
Enquanto você me procurava
E o que eu te dei
Foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Muito além do Cap. Nascimento

Achei mmuito interessante essa nová série da Fox, exibida apenas na américa latina, talvez vocês já tenham ouvido falar nela, 9mm.
Com quatro episódios e um orçamento em torno de 348 mil reais gastos em cada um, a série retrata o cotidiano da Polícia Civil paulista. Claro que há comparações com a série americana CSI mas, as semelhanças ficarão mesmo no conteúdo policial-investigativo.
Sendo adaptada à realidade brasileira, das delegacias e dos recursos que os policiais disponibilizam. Cada episódio irá trazer um caso que de fato aconteçeu na vida real, alguns momentos o desfecho de cada caso ocorre com o fim do episódio, outros não.
Assisti o primeiro episódio e achei interessante, de fato consegue sobrepor-se a monotonia e mesmice em que os episódios CSI acaba caindo.
Com muita tensão e um certo clima de suspense, além de atores que não estão com o rosto "marcado" por telenovelas, acredito que essa série tem tudo pra implacar.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Aparelho individual de solidão


Passei a ir trabalhar de ônibus de uns 3 meses pra cá, pensei logo na possibilidade de adquirir um MP3 player, para ir ouvindo um música pro trabalho (percurso que leva no máximo 20 minutos).
Porém, com meu costume de pensar baboseiras, passei a observar o comportamento das pessoas no ônibus, sempre que há um banco de dois lugares vazio, e apenas um lugar vago num banco de dois lugares, as pessoas escolhem sentar sozinhas, ao invéz de fazer companhia a outra pessoa, em seguida colocam seus fones de ouvido e ficam ali o resto do percurso.
Rapidamente saquei que essa "coisinha" é socialmente prejudicial as pessoas, mudei de idéia logo de cara, afinal já ouço música o dia todo, e uns minutos de silêncio pra ter idéias sobre os projetos, ou mesmo apenas pra deixar a mente vaguear seria mais proveitoso, e lógico, ainda a possibilidade de encontrar algum amigo pra papear.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Retomando

Depois de mutio tempo abandonado, resolvi dar uma ajeitada na casa...

Pretendo retomar as postagens por aqui, ainda não sei exatamente o que...

Mas em breve trarei uma postagem!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Não é oportunismo! Mas o texto é bom!



"Você está fazendo o que qualquer homem são faria nessas circunstâncias. Está ficando louco!"

Heath Ledger acabava de sair do estúdio. Dez da noite, eram. Vinte-e-duas horas. A última cena filmada, a última fala, a última expressão de loucura e dor. Não era a última cena do filme, nem de longe. Era, antes, uma das primeiras. Filmada por último. Dali para frente viria a pós-produção, as viagens de divulgação, a estréia. No fim das filmagens, a filmagem do começo.
- Boa noite, Mr. Ledger!
- Boa noite, Mrs. Catherine. Suas pernas doem menos, essa noite?
- Oh, sim. Aquela pomada é maravilhosa. Olhe, pegue esses biscoitos. Achei que você iria gostar. - Não precisava, querida. Mas muito obrigado, a senhora é certamente a vizinha mais encantadora que já tive.
- E como vai o trabalho, meu bem?
- Me matando, Mrs. Catherine. Me matando. Preciso, sinceramente, dormir por dois dias seguidos.
Escadaria longa e escura. Estreita. Subia por dois andares, levando ao alto do sobrado. Mas parecia mais, parecia maior. Ledger sempre pensava estar caminhando ao topo do mundo, e não gostava daquela sensação. Não da sensação de subir ao topo de um mundo escuro, sombrio e doente como o daquele corredor.
“O que se espera de um homem? Sensatez? Loucura? Amor? Loucura? O que se espera de um louco? Humanidade?”, era isso que dizia, antes de ver a filha morrer. Antes de ver a filha morrer sem nem mesmo nascer de fato. Antes do parto. O Coringa, ou antes dele, aquele homem chorava desesperadamente. Por dois minutos, e só. Por dois minutos ensaiados, amaldiçoando o mundo, a loucura de sua vida e a vida de loucos como aqueles dois. Um minuto para cada um, ele chorou. Rindo, depois disso, levantou a tempo de matar os três. Os homens-dos-minutos e sua própria esposa, que ainda parecia viva. Não tinha razões para fazer aquilo. Tampouco razões para não fazer.
- Casa... finalmente. Quero dormir, eu juro que quero. Quero dormir. – e acendeu a luz. As luzes. Todas elas. Desde que iniciara o projeto, desde que lera o roteiro (e talvez desde antes, desde que conhecera o Morcego e aquele terror noturno constante e onipresente) não conseguia apagar as luzes. Não se sentia bem no escuro. Sentia as sombras o espreitando, fechando o cerco, formando cercas que sua visão não conseguia ultrapassar.
Desde que rira pela primeira vez, alto, desfigurado, com o rosto branco feito a lua. Desde aquele dia não dormia, não sorria para si. Só para os outros, só para as câmeras. Seu riso, agora, era do Coringa. Lunático. Psicótico. Fugindo das sombras a cada passo, em cada ângulo. Dormia com suas luzes acesas, e sonhava com cavernas alagadas, escuras e deformadas. Sonhava com loucura.
Na mão esquerda, dois comprimidos. Na direita, uma dose de vodka. Seu corpo sentava ao chão, cercado por quadrinhos, garrafas de bebidas e frascos de remédios para dormir. Para dormir sem sentir nada. Seu corpo caía ao chão, cansado, como a lata de biscoitos que acabara de abrir. Ledger chorava, como fazia em todas as noites desde há muito. E engolia os comprimidos. E a vodka. E um pedaço da capa daquele quadrinho antigo, comprado em sua infância. Era o que parecia o lógico, a única coisa a ser feita, naquele momento: engolir a capa do Homem-morcego. Talvez, pensou, digerindo as sombras que não me deixam em paz, eu possa dormir. Eu quero dormir. Ele queria dormir.
Mais dois comprimidos. Mais três, após. As sombras tinham movimentos estranhos, Mrs. Catherine parecia gritar, lá de baixo, um facho de luz amarela enorme cortava os céus. Um sinal negro, dentro dele. Um sinal vermelho-sangue dentro do peito daquele homem. O sinal luminoso lembrava a Ledger que o mundo estava vivo, mesmo que triste e destruído. E as sombras continuavam a se mover.